MTE lança Planseq inédito voltado prioritariamente a negros e afro-descendentes

Mestre Paulão Kikongo
De Mestre Paulão Kikongo janeiro 19, 2009 00:10

MTE lança Planseq inédito voltado prioritariamente a negros e afro-descendentes

Na próxima semana, audiência pública vai discutir e aprovar as propostas de qualificação, que serão executadas em dez estados e o Distrito Federal

Brasília, 16/01/2009 – O Ministério do Trabalho e Emprego lança esse ano o primeiro Plano Setorial de Qualificação (Planseq) voltado prioritariamente a negros e afro-descendentes. Esta é uma antiga reinvindicação dos movimentos e associações representativas de todo o Brasil, acatada pelo ministro Carlos Lupi. Na próxima quinta-feira, dia 29, Lupi preside audiência pública de concertação para avaliar, discutir e aprovar a proposta de qualificação. Dez estados e o Distrito Federal serão atendidos pelo Planseq em cursos de promotores e consultores de vendas, recepcionistas, operadores de telemarketing e cuidadores de pessoas.

Esta última capacitação foi incluída a partir de demanda apresentada pela Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doença Falciforme (Fenafal), que encontra dificuldades em encontrar profissionais habilitados a cuidar dos portadores deste tipo de enfermidade. Esta iniciativa inédita do MTE será realizada em conjunto com o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Doenças falciformes – são efermidades originárias da África e trazidas para o Brasil ainda no período colonial. Acometem,  quase que exclusivamente, os negros. Causam derrames, deformação das mãos e dos pés, do abdômem, dores intensas nos músculos, articulações, irritabilidade, iciterícia, febre, infecções, diarréias, úlceras, vômitos, choro contínuo, e muitos outros sintomas, todos muito doloros e deformantes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano nascem no Brasil cerca de 2,5 mil crianças portadoras de doenças falciformes, das quais cerca de 500 morrem antes de completarem 5 anos de idade, devido a complicações relacionadas à anemia falciforme. Apesar da extensão e gravidade da doença, não existem no país profissionais treinados para cuidar das pessoas que sofrem do mal.

Por estes motivos, a iniciativa do MTE em qualificar pessoas para atender aos doentes falciformes é tão importante. Além de identificar a doença em seu estágio inicial, estes profissionais poderão minimizar os efeitos causados por ela, melhorando a qualidade de vida dos doentes e diminuindo o índice de mortalidade, principalmente a infantil.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 – acs@mte.gov.br


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Mestre Paulão Kikongo
De Mestre Paulão Kikongo janeiro 19, 2009 00:10
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