Capoeira e Ancestralidade

CAPOEIRA E ANCESTRALIDADE: Gingas de Resistência em Tempos de Golpe

A proposta dessa roda de conversa foi promover uma articulação coletiva de capoeiristas tendo como pauta o fortalecimento da capoeira enquanto uma prática de resistência ancestral. Essa manifestação cultural afro-brasileira tem enfrentado diversas ameaças à sua lógica cultural, como os projetos de capoeira sem mestre, sua transformação em esporte de competição ou as tentativas de catequização da capoeira gospel. Tratam-se de tentativas de escantear os antigos mestres, detentores desse conhecimento tradicional, empoderando outros protagonistas na organização da cultura. Um caminho proposto para enfrentar a catequização, descaracterização e apropriação é se firmar na ancestralidade como uma âncora para uma prática de resistência. Em tempos de golpe, quando se desmantelam as instituições democráticas, se esvaziam as políticas públicas e se fortalece o racismo, o fascismo e o conservadorismo, qual é o papel da capoeira e dos capoeiristas? Como avançar?

Texto: Paulo Magalhães (Contramestre Sem Terra)


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